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Artigo

Quanto tempo leva para sair a liminar

Não existe prazo legal para a liminar. Existem fatores conhecidos que a aproximam ou a afastam.

Entender a tese
Vinícius Sanches Urzêda

Vinícius Sanches Urzêda

OAB/GO 44.657 · Especialista em Direito Tributário pelo IBET

Resposta direta

Quanto tempo leva para sair a liminar, na prática

Não há prazo legal fixo para a apreciação de um pedido de urgência: o juízo decide quando os autos estão em condições de julgamento. Na prática, o que mais aproxima a decisão é o pedido chegar com toda a prova documental pronta, porque aí não há o que aguardar. Pedido que depende de emenda, de esclarecimento ou de informação da autoridade acrescenta ciclos inteiros ao calendário.

Quanto tempo leva para sair a liminar na base reduzida de IRPJ e CSLL
Concedida a liminar, a apuração pela base menor pode começar antes do fim do processo.

O que acelera

Quatro coisas que aproximam a decisão

Nenhuma delas depende de sorte. Todas dependem do que foi feito antes de protocolar.

  • 1

    Prova pré-constituída completa. Contrato social, licença, notas e descrição da estrutura, tudo na inicial.

  • 2

    Autoridade coatora indicada corretamente. Erro aqui gera decisão de extinção em vez de análise do pedido.

  • 3

    Pedido líquido. Receita segregada, para que o juízo saiba sobre o que a base menor incide.

  • 4

    Valor da causa coerente. Evita determinação de emenda antes de qualquer apreciação.

O que atrasa

Quatro coisas que afastam a decisão

Cada uma destas acrescenta um ciclo de despacho, intimação e resposta ao calendário, e o ciclo não depende do escritório.

  • 1

    Emenda à inicial por documento faltante, que reinicia a análise.

  • 2

    Determinação de manifestação prévia da autoridade antes da apreciação da urgência.

  • 3

    Distribuição para vara com acervo alto, o que varia por subseção e não se escolhe.

  • 4

    Suspeita de que a prova depende de perícia, o que desloca a discussão para outra via processual.

Se for negada

A negativa não encerra o caso

Liminar negada é resultado frequente e não é sinônimo de derrota. Ela apenas significa que a economia começa mais tarde.

  • 1

    Cabe agravo de instrumento ao tribunal, com pedido de efeito suspensivo.

  • 2

    O processo segue para o mérito de forma independente, e o mérito é a decisão que importa.

  • 3

    Enquanto isso, a empresa continua recolhendo pela base de 32%, sem risco de reversão.

  • 4

    A recuperação do passado não é afetada pela negativa da urgência.

Quanto tempo leva para sair a liminar: por onde começar

A conferência é feita sobre a documentação da empresa, antes de qualquer proposta. Pontos que aparecem com frequência: apreciação urgente, plantão judiciário e decisão de primeiro grau.

O contexto

Os quatro requisitos da base reduzida

São cumulativos. Falta de um só derruba o pedido, e é por isso que a verificação vem antes de qualquer medida judicial.

  • 1

    Estar constituída como sociedade empresária, nos termos dos arts. 966 e 982 do Código Civil. Sociedade simples não atende ao requisito enquanto não for transformada.

  • 2

    Estar no regime do Lucro Presumido. A base presumida reduzida só existe nesse regime.

  • 3

    Atender às exigências da Anvisa (RDC nº 50/2002) quanto à estrutura física e manter alvará sanitário vigente.

  • 4

    Prestar, de fato, os serviços reconhecidos como equiparáveis a hospitalares. O que aparece na nota fiscal pesa mais do que o que consta do contrato social.

Perguntas frequentes

Perguntas sobre quanto tempo leva para sair a liminar

Quanto tempo leva para sair a liminar, em média?+

Não trabalhamos com média, porque ela varia com a vara, com o acervo da subseção e com a completude do pedido. O que se controla é a completude, e é nela que o trabalho se concentra.

Existe plantão judiciário para isso?+

O plantão atende urgência que não pode aguardar o expediente, o que não é o caso de uma discussão de base de cálculo. O pedido segue o fluxo normal de distribuição.

Posso começar a recolher menos assim que protocolo?+

Não. Sem decisão que suspenda a exigibilidade, recolher menos é conduta por conta própria, com risco de lançamento. A economia começa com a decisão, não com o protocolo.

Corro risco de autuação pela Receita Federal?+

O risco existe em qualquer apuração, mas é reduzido quando a empresa efetivamente presta os serviços equiparáveis e a mudança de base é amparada por decisão judicial. A tese está pacificada no Superior Tribunal de Justiça desde 2009 e vem sendo confirmada por diferentes Tribunais Regionais Federais.

Como recebo de volta o que já paguei a mais?+

Os valores recolhidos indevidamente nos últimos cinco anos podem ser recuperados por compensação com tributos federais futuros ou por restituição, com correção pela taxa Selic. A escolha entre as duas vias depende do volume de débitos federais que a empresa tem a vencer.

Fontes

Onde conferir o que está nesta página

Tudo o que se afirma aqui pode ser lido na fonte. Os endereços vão para o texto oficial, não para resumo de terceiro.

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