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Artigo

Ressonância e tomografia entram na base menor

A imagenologia é o segmento com o argumento mais visível de todos. E o motivo não é o exame, é o que fica de pé entre um exame e outro.

Entender a tese
Vinícius Sanches Urzêda

Vinícius Sanches Urzêda

OAB/GO 44.657 · Especialista em Direito Tributário pelo IBET

Resposta direta

Ressonância e tomografia entram na base menor: por quê

Serviços de diagnóstico por imagem reúnem, de forma incomumente clara, os três elementos que a tese exige: atividade típica de hospital, finalidade de promoção da saúde e estrutura de custos diferenciada. Sala com blindagem e memorial de proteção radiológica, equipamento de alto custo sob contrato de manutenção, técnico com dosimetria individual e laudo emitido por radiologista são custos que nenhum consultório tem.

Ressonância e tomografia entram na base menor de IRPJ e CSLL
A presunção cai de 32% para 8% no IRPJ e 12% na CSLL sobre a receita de exame.

A estrutura

O custo que fica de pé entre um exame e outro

O custo de um serviço de imagem não está no exame isolado. Está em manter o serviço funcionando quando não há paciente na sala, e é isso que a tese examina.

  • 1

    Sala com blindagem dimensionada e memorial de proteção radiológica aprovado pelo órgão competente.

  • 2

    Contrato de manutenção preventiva e corretiva, porque a parada do equipamento custa mais que o exame.

  • 3

    Dosimetria individual da equipe e programa de proteção radiológica, com registro periódico.

  • 4

    Servidor de imagens com guarda pelo prazo exigido e distribuição ao médico solicitante.

O laudo

Por que a emissão de laudo é decisiva

Existe uma linha entre produzir informação diagnóstica e alugar equipamento, e ela passa pelo laudo. Quem só gera a imagem está mais perto do segundo.

  • 1

    Laudo emitido por radiologista vinculado à empresa que opera o equipamento fecha o serviço.

  • 2

    Ressonância magnética, tomografia e raio-x digital com laudo próprio são apoio diagnóstico completo.

  • 3

    Telerradiologia isolada, sem estrutura física, é serviço distinto e bem mais frágil na discussão.

  • 4

    Receita de exame deve estar separada da receita de eventual consulta com o radiologista.

O que enfraquece

Três arranjos que atrapalham o pedido

A imagenologia é campo fértil para arranjos societários que separam quem opera de quem fatura. Isso cobra o preço na instrução.

  • 1

    Equipamento num CNPJ e faturamento em outro, sem contrato que descreva quem assume a estrutura.

  • 2

    Operação dentro de hospital sem contrato de cessão que defina a divisão de custo e de responsabilidade.

  • 3

    Memorial de proteção radiológica desatualizado depois de troca de aparelho.

  • 4

    Equipamento arrendado é aceito, desde que a operação seja conduzida pela clínica, com equipe própria.

Ressonância e tomografia entram na base menor: por onde começar

A conferência é feita sobre a documentação da empresa, antes de qualquer proposta. Pontos que aparecem com frequência: ressonância magnética, raio-x digital e emissão de laudo.

O contexto

Os quatro requisitos da base reduzida

São cumulativos. Falta de um só derruba o pedido, e é por isso que a verificação vem antes de qualquer medida judicial.

  • 1

    Estar constituída como sociedade empresária, nos termos dos arts. 966 e 982 do Código Civil. Sociedade simples não atende ao requisito enquanto não for transformada.

  • 2

    Estar no regime do Lucro Presumido. A base presumida reduzida só existe nesse regime.

  • 3

    Atender às exigências da Anvisa (RDC nº 50/2002) quanto à estrutura física e manter alvará sanitário vigente.

  • 4

    Prestar, de fato, os serviços reconhecidos como equiparáveis a hospitalares. O que aparece na nota fiscal pesa mais do que o que consta do contrato social.

Perguntas frequentes

Perguntas sobre ressonância e tomografia entram na base menor

Por que ressonância e tomografia entram na base menor e a consulta não?+

Porque o critério é estrutura de custos, não especialidade médica. O exame exige sala licenciada, equipamento sob manutenção e equipe com dosimetria; a consulta em consultório não exige nada disso.

Preciso ser dono do equipamento?+

Não. Arrendamento e comodato são aceitos quando há contrato escrito e a operação é conduzida pela empresa, com equipe e responsabilidade técnica próprias.

Faço ultrassom apenas, sem ressonância. Muda?+

A lógica é a mesma: sala própria, equipamento, profissional habilitado e laudo. O ultrassom tem custo estrutural menor, o que exige descrever a estrutura com mais cuidado na instrução.

Corro risco de autuação pela Receita Federal?+

O risco existe em qualquer apuração, mas é reduzido quando a empresa efetivamente presta os serviços equiparáveis e a mudança de base é amparada por decisão judicial. A tese está pacificada no Superior Tribunal de Justiça desde 2009 e vem sendo confirmada por diferentes Tribunais Regionais Federais.

Como recebo de volta o que já paguei a mais?+

Os valores recolhidos indevidamente nos últimos cinco anos podem ser recuperados por compensação com tributos federais futuros ou por restituição, com correção pela taxa Selic. A escolha entre as duas vias depende do volume de débitos federais que a empresa tem a vencer.

Fontes

Onde conferir o que está nesta página

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